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Menopausa seja bem vinda!

A menopausa é um processo natural do corpo da mulher. Todas sem exceção passaram, passam ou passarão por ela. 
Sendo um processo biológico natural, que ocorre na vida da mulher com a alteração dos ciclos menstruais,  a menopausa acontece entre os 40 aos 58 anos (idade média em que as mulheres para de menstruar) com o fim das menstruações espontâneas em virtude da grande redução da atividade dos ovários, que deixam de libertar óvulos mensalmente.
Neste período a quantidade de estrogénios diminui e o organismo da mulher fica exposto a um novo ambiente hormonal, designado de hipoestrogenismo. Se este se instala de uma forma súbita,
as mulheres apresentam sintomas que serão muito mais exuberantes, do que se a instalação for lenta e progressiva.
A primeira expressão da redução significativa da função dos ovários é o aparecimento das irregularidades menstruais, que podem durar anos.
Nesta fase da vida da mulher, define-se vários períodos:
Climatério - fase da vida da mulher da qual passa do estado reprodutivo para o não reprodutivo. É um processo contínuo e não uma fase pontual da sua vida, pois engloba a pré-menopausa e a pós-menopausa. Pode acompanhar-se de sintomas, mas não é imperativo que o climatério apresente sempre sintomas.  
Pré-menopausa - é o período cerca de cinco anos, que precede a menopausa. A característica mais importante desta fase é o défice de progesterona. Os ciclos menstruais tornam-se mais curtos e, posteriormente, mais longos.
Peri-menopausa - período que decorre desde que se iniciam os ciclos irregulares e as perturbações vasomotoras (pré-menopausa)até um ano após a última menstruação.
Menopausa - significa, a data do último período menstrual, como expressão da falência da actividade endócrina dos ovários. Surge quando os folículos se tornam insuficientes para produzir estrogénios nas concentrações necessárias para induzir a proliferação do endométrio e dar origem à menstruação.
Pós- menopausa - longo período de vida da mulher que decorre desde o fim da menstruação até a morte.

Manifestações da carência estrogénica
A carência de estrogénios induz repercussões a nível de vários órgãos-alvo e de vários sistemas, manifestando-se em dois diferentes tempos:

Manifestações precoces:
Perturbações vasomotoras - que incluem os "afrontamentos" e os suores, constituem os sintomas mais frequentes da mulher nesta fase.
Perturbações psicológicas - dificuldade em adormecer e em manter a continuidade do sono, bem como insónia, depressão.
Perturbações genito-urinárias - a diminuição dos estrogénios circulantes leva a atrofia da mucosa vaginal, aumento do pH, diminuição da secreção vaginal, incontinência urinária (inicialmente de esforço e com agravamento progressivo), diminuição da líbido. 

Manifestações tardias:
Alterações a nível cerebral - aumento da incidência de doença de Alzheimer e de acidentes vasculares cerebrais.
Alterações a nível cutâneo - perda progressiva do colagéneo cutâneo, causando uma diminuição da tonicidade a nível da pele.
Alterações a nível articular - aumento das queixas associadas as doenças reumáticas, como a artrite reumatóide.
Alterações cardiovasculares - aumento da incidência de enfarte agudo do miocárdio.
Alterações ósseas - aumento precoce da incidência de osteoporose, com uma diminuição acentuada da densidade mineral óssea.
Alterações no metabolismo - a menopausa aumento a adiposidade central, mas não o ganho global de peso. Este apresenta uma relação direta com a diminuição da atividade física que se verifica nesta faixa etária.

Alimentação na menopausa
Nos diversos períodos que antecede a menopausa e no pós-menopausa orienta-se a mulher a dar preferência aos:
Citrinos, pois são ricas em vitamina C, que fortalece o sistema imune e faz bem à pele;
Alimentos ricos em vitamina E, pois melhoram a aparência da pele em geral, deixando-a mais hidratada;
Alimentos integrais, como arroz integral, macarrão integral e usar sempre que possível farinha de trigo integral;
Peixes, como atum e salmão, mas em quantidade controlada, pois contêm muita gordura;
Linhaça para melhorar o transito intestinal e controlar o colesterol;
Alimentos ricos em cálcio para ajudar a fortalecer os ossos;
Azeite para temperar as saladas, ele ajuda a combater as doenças cardíacas;
Aveia, pois ela é rica em fibra, acalma os nervos, diminui as ondas de calor e a depressão;
Soja, pois contém uma estrutura semelhante as hormonas que deixaram de ser produzidas pelos ovários. 
Lacticínios magros, pois contêm boas doses de cálcio, porém com menos gordura;
Chá de tília, camomila ou erva cidreira com adoçante ou sem açúcar para acalmar o sistema nervoso e ter um bom sono.
Beber em torno de  2 litros de água por dia, além de consumir sumo de frutas e leite meio-gordo ou magro;

Alimentos que devem ser evitados
Na menopausa deve-se reduzir o consumo de:
Pratos condimentados;
Alimentos ácidos;
Café ou bebidas com cafeína;
Bebidas alcoólicas em geral;
Doces em geral;
Alimentos industrializados;
Carnes com muita gordura;
Leite e derivados gordo;
Salsichas, enchidos,  bacon;
Frituras;
Sal em excesso;
Alimentos ricos em gordura saturada.
Aconselha-se, também, a pratica de atividade física como meio de prevenção da osteoporose e ganho de peso.
Obs.: Orientações gerais. Para um diagnóstico e tratamento personalizado procure um profissional de saúde especializado.
Fonte bibliográfica: Silva DP, Silva, JA. Terapêutica hormonal de substituição na práctica clínica. Lisboa: Organon; 1999.
Imagem: dreamstime.com

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