Eu não preciso sofrer para ter o céu
Por que para ter o que desejamos temos que atrelar alguma dose de sofrimento?
Parece que, necessariamente ou inconscientemente, valorizamos o sofrer. Afinal, gostamos e admiramos as histórias de luta, de trabalho árduo, de lágrimas (típica da cultura a nós imposta, principalmente, pelas religiões - temos que sofrer para ganhar o céu).
Parece que ter as coisas de forma não sofrida, não tem gosto ou não cativa as pessoas, pois introjetamos de tal modo o pensamento do sofrimento ligado as conquistas que se alguém consegue ter sucesso, sem demonstrar sofrimento, luta, batalha, correria, ufa!! para chegar onde chegou, esse alguém não merece o nosso aplauso, o nosso respeito, a nossa admiração.
Precisa ter uma dose, e diga se, de passagem uma dose grande, bem grande de sofrimento junto ao sucesso para que tal história de vida seja valorizada.
Isso acontece pela cultura (e nisso as religiões cristãs muito colaboraram) impregnada no inconsciente coletivo da humanidade.
Há tantas pessoas que atingem seus objetivos sem demonstrarem esse sentimento de sofrência que muitos desejam saber. Não quer dizer que não se tenha que fazer ou agir para que os nossos desejos se realizem, mas será mesmo que precisa ser com sofrimento?
Há quem diga que a sua vida é uma correria, pois deve ser mesmo. Se assim é estabelecido pelo pensamento e verbo, não pode ser diferente, a vida dessa pessoa é e será uma correria constante, pois, assim ela determinou.
Não falo da dor física quando o nosso corpo é atingido com alguma doença, mas do sofrimento que, inconscientemente, colocamos para atingir as nossas realizações. Por exemplo, você precisa perde peso e ai já coloca um sofrer. Poxa, vou ter de deixar de comer tudo que gosto! A partir desse pensar já começa um tratamento com sofrimento. E é provável que não consiga bons resultados, por que o sentimento em ralação ao perde peso é negativo e sofrido.
O sofrimento é criado pela forma como vemos e sentimos as coisas, que acontece, dentro de nós e ao nosso redor. É, também uma questão de escolha pessoal e intransferível.
Em relação ao estado de sofrimento, qual é a sua escolha, hoje?
Pense nisso!
Beijinhos
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